sábado, 21 de março de 2015

RELATOS DE VIAGEM À PATAGÔNIA - DIA 13


21 de Março de 2014

Às oito horas e quinze minutos um carro veio nos pegar no hotel e nos levou para uma volta ao Glaciar Perito Moreno (http://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Uma jovem falava durante o caminho sobre o que víamos, sobre o que havia naquele lugar e porque ele é tão mágico. Nós tínhamos visto uma parte da geleira Perito Moreno na véspera, a partir do barco Quo Vadis, mas era uma única vista da geleira, de dentro do barco que flutuava no Lago Argentino.

Dessa vez nós o vimos de um outro ângulo, de cima exatamente, porque o local de destino nos permitiu caminhar por caminhos marcados, durante quatro horas e fazer vários registros fotográficos dela.

Foi o que fizemos tão logo lá chegamos, por volta de dez horas e até as quatorze horas, quando a van voltou para nos pegar e nos encaminhar de volta ao hotel. A beleza do local é deslumbrante e assistimos a uma quebra sensacional do gelo, tudo registrado em fotos.

Levamos nosso lanche e o comemos diante daquela majestosa beleza. Ao final tomamos um café num hotel local e voltamos a nosso hotel em El Calafate.

De volta ao hotel continuei minha leitura do livro de Marc Levy, “S’il était vrai”. O livro me deu ótimas ideias sobre o Aqui e Agora e como vive-lo, um tema que me tem sido caro e constante ultimamente. E foi justamente o que eu passei a fazer nesses últimos dias de verão, e é como eu pretendo viver daqui para frente. Várias partes do livro irei usar nas sessões de Coaching, se transformarão em trabalho.

Depois de um descanso e de um chá no hotel caminhamos até o centro da cidade para compras e jantar. Jantamos em um restaurante-bar-casa-de-jogos para jovens, tomamos um vinho (Santa Júlia, Malbec, 2013) ainda muito jovem e, talvez por isso, não muito bom. Comi um ravióli de frango mais ou menos. O custo total foi de quinhentos e vinte dois pesos argentinos, ou quarenta e oito euros. Não foi tão caro, considerando que dois dias antes jantamos no hotel a seiscentos e seta e dois pesos, muito embora a comida tenha sido muito melhor. Quanto às compras, foram pequenas lembranças compradas em lojinhas de generalidades argentinas.







RELATOS DE VIAGEM À PATAGÔNIA - DIA 12


20 de Março de 2014

Nesse dia fizemos um passeio de barco pelo Lago Argentino (http://en.wikipedia.org/wiki/Argentino_Lake) para uma visita guiada a três geleiras diferentes. A saída do hotel foi às sete horas e trinta minutos, de carro até Puerto Banderas, onde pegamos um grande catamaran chamado Quo Vadis. O barco saiu às nove horas para um longo trajeto rodeando as geleiras e voltou às dezesseis horas. Dois cafés expressos no barco nos custaram cinquenta pesos argentinos, bem caro.

Nosso jantar foi no restaurante La Cocina, muito bem recomendado. Meu prato foi um filé à mostarda, outros tipos de filé para os demais companheiros de viagem, acompanhados de batatas fritas, legumes, sobremesas e vinho, bom vinho. O preço da brincadeira gastronômica, mil pesos – UAU – como foi caro. Isso equivalia, na época, a trezentos e vinte reais para os quatro, ou oitenta reais por pessoa. Caro, mas em um restaurante de mesma categoria em Belo Horizonte sairia mais caro que isso, provavelmente. O preço equivale a cem euros para as quatro pessoas, qualquer restaurante médio em Paris cobraria mais caro que isso. Então o preço é relativo, depende do tamanho do prazer.

RELATOS DE VIAGEM À PATAGÔNIA - DIA 11


19 de Março de 2014

Às seis horas estávamos em pé, às seis horas e trinta minutos tomávamos café da manhã, às sete horas e quinze minutos um taxi nos espera à porta do hotel para nos levar à estação de ônibus. O tempo de estrada foi de seis horas com três paradas e muita burocracia: uma na aduana de saída do Chile, outra na aduana de entrada na Argentina e uma parada para um café. 

Nosso destino era El Calafate (http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Calafate), onde chegamos por volta de quatorze horas e pegamos um transporte, já à nossa espera, para o hotel Cauquenque, muito bonito, com uma bela atendente que falava francês e português e quer estudar Geociências na Universidade Federal de Minas Gerais.

Uma volta pela cidade, à procura de restaurante, nos conduziu a uma bela pizzaria, muito boa, com um ótimo chope argentino. Os preços nessas estações de turismo na Argentina são caros, evidentemente, mas a qualidade é acima da média. Sendo assim, pagamos o preço cobrado sem pestanejar. Os serviços foram sempre muito bons, nossa escolhas, com raras exceções, nos contemplaram o prazer da viagem e da degustação.

No caminho de volta ao hotel encontramos um museu de história natural, que expunha um pouco das histórias indígenas da região, ou melhor dizendo, da história do massacre dos índios da região. O museu era apenas razoável, o melhor foi tomar conhecimento das lendas dos povos velhos habitantes da Patagônia, antes da chegada dos espanhóis e argentinos. Nada que difere das histórias da apropriação das terras no Brasil.