terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

RELATOS DE VIAGEM À PATAGÔNIA - DIA 10


18 de Março de 2014


Dormi elegantemente às vinte e duas horas e só acordei às sete horas da manhã. Noite muito bem dormida. Café da manhã às oito horas e trinta minutos, uma volta até o mirador para ver as montanhas e o vale lá do alto. Uma vista que vale a pena ver. Descemos do mirador e fomos logo fazendo as malas, a estrada nos esperava de novo. Nosso rumo, Puerto Natales, onde dormiríamos, novamente, no Hotel Ameríndia 
Chegamos já à tardinha, demos uma volta pela cidade, fizemos algumas compras e fomos jantar no Restaurante Andrés 
Um toque interessante deste pequeno restaurante é que uma única pessoa, o proprietário, faz a comida e serve, sozinho. A comida é muito boa, e ainda tomamos um pisco de aperitivo e um sorvete de sobremesa, como oferta da casa. Minha escolha da noite: sopa de mariscos, e um congrio à la marguerita. Já o vinho, um Undurraba, foi a nota ruim da noite, péssima escolha. Mas, considerando que uma viagem como essa é um enorme laboratório de experimentações diversas, deixo por conta do método de ensaio e erro a nossa escolha. Já o Hostel Ameríndia é muito divertido, além de bonito. O toque interessante do hotel é a diversidade linguística dos hóspedes. Ouvimos várias línguas diferentes no café do hotel. E um pessoal de serviço realmente interessante. Fica marcado como ponto forte da viagem. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

RELATOS DE VIAGEM À PATAGÔNIA - DIA 09


17 de Março de 2014

Acordar, levantar, tomar o café da manhã e sair. Essa foi a rotina de quase todos os dias nessa viagem. A diferença estava na conjugação do verbo sair. Às vezes era sair para dar uma volta e retornar ao hotel, às vezes era deixar o hotel e tomar a estrada. Foi assim nesse nono dia de viagem pela Argentina. Pelo menos não saímos tão cedo, eram dez horas.

Próximo destino: Hostelaria Mirador del Plaine (http://www.miradordelpayne.com/), do outro lado do Lago Sarmiento, no meio de lugar nenhum, ao lado da Laguna Verde. Com uma belíssima visão das montanhas. No entanto, o mais bonito e aventureiro do dia estava no caminho entre o Hotel do Lago Grey e o mirador del Plaine. Numa parada à beira da estrada vislumbramos o Mirador del Condor, uma montanha nem tão bela, mas que do alto dela podíamos vislumbrar o Nido del Condor, esta sim, uma belíssima montanha ao redor da qual víamos várias aves voando. Claro que meu espírito escalador resolveu subir a montanha. Era uma subida nem tanto íngreme, muito embora o caminho era difícil, apesar da rota ser bem marcada. A subida, uns dois mil metros, demorou bem mais de uma hora. Nem tanto pela dificuldade, sim porque a paisagem vista lá de cima era deslumbrante. E também porque nossos acompanhantes não estavam em boa forma e não me acompanharam, apenas uma companheira chegou pouco depois de mim no cume da montanha (brava companheira). Vale a pena. Em seguida, retomamos o rumo de nosso destino, a estrada de terra que nos levou ao Mirador del Plaine nos reservou ainda belas surpresas paisagísticas. Com direito ainda a uma parada em uma cachoeira, gelada, com muita ventania, para um merecido lanche.

A Hosteria Mirador del Plaine é, na verdade, uma estância às margens da Laguna Verde, com cavalos, bois e vacas. Um grande cão labrador veio nos receber todo brincalhão. Atrás dele veio uma senhora gorduchinha, cara de uns quarenta anos, ou menos, toda alegre e receptiva. Ela logo nos encaminhou aos quartos que nos foram reservados e deu explicações genéricas sobre o funcionamento local, que não tem luz. Aliás, tinha luz entre dezenove e vinte e quatro horas e, pela manhã, entre sete e doze horas. A luz é fornecida por um gerador local, daí a economia.

Depois de nos instalarmos demos uma caminhada nas proximidades, um lugar muito bonito. À noite jantamos na casa principal da estância, havia um outro casal que chegou quase junto conosco. Um maître bem informado no assunto gastronômico nos serviu uma sopa de legumes, salada de tomates (deliciosos diga-se), alface e vagem, salmão sobre um risoto muito bom. Nota: o salmão estava muito assado, melhor seria se um pouco mais cru. O vinho, um carmenère, uma delícia. O preço, como tudo que pagamos no Chile, salgado: cento e quarenta dólares.










quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

PESSOAS ADMIRÁVEIS E SEUS TALENTOS


O número de pessoas admiráveis que conheci em toda minha vida não cabe nos dedos das mãos. É, de fato, bem grande. Eu as admiro por muitas razões diferentes, em geral por alguma característica que vejo como habilidade, ou talento, ou competência em alguma coisa. Costumo dizer aos amigos que certas pessoas podem ser chatas, porque geniais. Essas pessoas que considero geniais tem a minha permissão para serem chatas em alguns momentos de sua vida. 

Nesse time eu coloco Charles Chaplin, com seu gênio irascível, segundo consta nos autos da história do cinema. No jornalismo eu admirei, enquanto vivo estava, o Paulo Francis, um genial escritor que não tinha nenhuma humildade em suas palavras, muitos o consideravam simplesmente chato, porque não media palavras. O Nelson Piquet, automobilista e ídolo da Fórmula Um, era outro cara genial, que desbancava jornalistas que faziam perguntas idiotas e sem conteúdo. Nas pistas de corrida foi simplesmente um dos maiores de todos os tempos. Na música tem o Caetano Veloso, um cara chato para caramba, metido a besta, mas que faz músicas e letras simplesmente maravilhosas. Quando me chamam de chato, acho que sou mesmo, eu apresento minha lista de chatos geniais e me incluo nela. Exagero de minha parte, mas é uma forma de dizer, sou chato mas sou genial. 

Outros chatos geniais existem, lógico, minha memória não colabora no momento. Em minha família tenho pessoas que admiro muito por sua inteligência. Entre elas, top de lista, coloco minha esposa, Silvania, uma das mulheres mais inteligentes que já conheci. Tem uma garra e uma competência admirável. Coloco na lista também minha filha Rafaela, que cresceu longe de mim e tem uma inteligência admirável. Rodolfo, filho, pela afinidade construída com custo. Entre minha lista de amigos nas redes sociais, destaco algumas pessoas admiráveis, algumas que nem conheço mas que nossa comunicação acontece em alto nível. Entre elas:

a. José Roberto Marques pelo ideal de vida, competência e capacidade de comunicação chegando até a alma das pessoas;
b. A coragem e luta de Adriana Nogueira;
c. A inteligência difratada de Juliana Ribeiro;
d. A amorosidade de Greciene Lopes, minha amiga muito especial, de quem eu gosto muito;
e. A capacidade de doação amorosa de Ana Paula Sousa;
f. Dário Teófilo e sua demasiada sensibilidade de psicólogo engajado em questões sociais;
g. A inteligência de Denise Eler;
h. Jorge Quintão e sua competência em colocar vida em fotos onde a vida parece tão difícil;

Essas citadas fazem parte de meu dia a dia hoje. Tem muito mais, muitas são as pessoas admiráveis por diversas razões, muitos são os diferentes talentos. Posso fazer delas pessoas amigas para compartilhar histórias e aprendizados.