quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CRÔNICAS DO ÚLTIMO DIA


Hoje é o último dia do século em que os números representativos do dia, mês e ano são uma sequência numérica: dia onze do mês doze do ano treze. Nada cabalístico, na verdade, apenas curioso. Eu aproveito esse último dia sequencial do século para fazer dele o primeiro dia de um novo ciclo de minha vida. Terminei o Master Coach (falta o Psicologia Positiva para fechar a formação de coach pela empresa onde estudo o Coaching), iniciei os trabalhos necessários para receber a certificação, reúno os membros da empresa para prepararmos as atividades do ano que vem.

Como estamos em dezembro, fim de primavera e início do verão, em versões oficiais porque o verão já é fato, o dia já teve sol e chuva e falta de luz elétrica. Falta de luz temporária é comum em dias chuvosos de verão. Sempre acontece. A falta de luz pelo menos me fez lembrar que tenho uma ambição de escrever e me lembrou de me sentar e recomeçar a escrever agora (a luz até voltou). Tenho alguns projetos poéticos, um de aforismos, outro de crônicas (essa é parte), outro de livros paradidáticos, e um último sobre a cultura de coaching. Vamos em frente, então. Tudo recomeça em onze do doze do treze, o último dia sequencial do século.

Tudo parece sempre muito igual, por enquanto: a casa dentro do normal, mesmo considerando que aqui em casa ninguém é normal; o silêncio quase cotidiano ajuda a trabalhar; os pássaros visitantes do jardim cantam regularmente; as coisas espalhadas no escritório lembram as atividades do dia; a pilha de livros não lidos não diminui porque sempre compro outros. Até bom que as normalidades e anormalidades se imortalizem no momento de agora, dia onze do mês doze do ano treze. A mudança está para acontecer dentro de mim. Como disse, fecho um ciclo, começo outro.