segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

domingo, 21 de janeiro de 2018

FILÓSOFO

“Eu sei que nada sei, mas desconfio de muita coisa”. Segundo Ritinha, é o que diria um filósofo socrático-roseano. Era sua resposta a quem afirmava que ela fazia perguntas demais e tinha soluções de menos. Filósofos punk não bebem cicuta, emendava, então, que me tolerem.
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sábado, 20 de janeiro de 2018

MACARRÃO II

Apesar de sua birra pelas regras estabelecidas em casa, o prato de domingo (sempre macarrão) era o favorito de Ritinha. Sai de seu subterrâneo, postou-se à mesa junto com manos, primos e outros bichos. Mas quando viu que era macarrão ao alho e óleo, não resistiu: - vocês irão comer essas lombrigas?


MACARRÃO I

Domingo, dia de macarrão na casa dos familiares de Ritinha. Uma tentação. Quando sua mãe chega à janela do porão e grita - à mesa, ela respondeu: - mãe, não como macarrão ao alho e olhos!


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CERCO

O cerco está feito. Familiares de Ritinha querem, de todo jeito, tirá-la dos subterrâneos da casa e trazê-la de volta à “vida normal”. Tarde demais. Ela já pertence a uma tribo, toca em uma banda que imita a Plebe Rude e se tatuou como uma punk.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

FAROL

Ritinha atravessou a rua com o farol vermelho para pedestres. Quase foi pega por uma BMW, que acelerou quando a viu. Duas lições aprendidas: os outros não são punks e alguns não gostam de punks; um punk não é exatamente um anarquista.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

TETO

Paredes do porão pintados, Ritinha ficou a olhar o teto pensando nos trajetos transbordantes possíveis abertos pelo punk e em suas contestações artísticas, dialeticamente relacionadas e não absorvíveis pela sociedade de consumo. Foi então que resolveu pintar o teto com suas garatujas.